Sendo de extrema importância desde a criação das primeiras máquinas que se tem conhecimento, o lubrificante é parte essencial para o bom funcionamento das mesmas. Inicialmente constituído de compostos animais e vegetais, o lubrificante foi sofrendo mudanças e avanços com o passar dos anos, de acordo com o avanço da ciência e de novas necessidades que começaram a aparecer. Em 1859 na Pensilvânia, em meio a exploração petrolífera, foi descoberto a possibilidade de produzir lubrificante a base de petróleo, que era de mais fácil acesso, mais barato e podia ser usado a temperaturas mais elevadas que os demais lubrificantes existentes na época.

 
Imagem retirada do documentário “História do Lubrificante” do canal Discovery History

Após a descoberta desta nova categoria de lubrificantes e sua grande popularidade, os fabricantes e usuários, encontraram um obstáculo quando o assunto se referia que diferentes temperaturas influenciavam na viscosidade do lubrificante. Quanto menor a viscosidade do lubrificante, menos ele protege as partes móveis. O calor afina o líquido e reduz a proteção contra o desgaste, mas o frio pode engrossá-lo tanto que as partes não se movem, e o conjunto não pode executar seu trabalho.

Com o passar do tempo, foi desenvolvido o óleo multiviscoso, que é o que encontramos no mercado hoje em dia, que consiste em um óleo fino a baixas temperaturas que facilita ligar motores, e se torna mais viscoso em altas temperaturas para lubrificar e proteger as partes móveis. Esse óleo multiviscoso, foi desenvolvido através da adição de um aditivo polímero, que quando está frio, os polímeros se “enrolam” uns aos outros, e quando quente, eles voltam ao normal e impedem que o óleo afine.

 

Imagem retirada do documentário “História do Lubrificante” do canal Discovery History

Aditivos misturados ao petróleo, ajudam a o mesmo a se transformar em uma vasta gama de lubrificantes para mais de 2.000 diferentes tipos de pontos de fricção em um carro. Em um veículo
encontramos diferentes tipos de lubrificantes para diferentes funções, como por exemplo o óleo que lubrifica o diferencial traseiro, que é composto por um aditivo que ajuda a suportar pressões  extremas, sendo esse de alta viscosidade. Por outro lado, as juntas esféricas de um automóvel exigem “graxa”, que se refere a um lubrificante semissólido. A “graxa” é composta por um lubrificante líquido com um emulsificante, que age como esponja. Essa esponja ajuda a segurar o lubrificante nos pontos nos quais um líquido comum escorreria ou seria eliminado.

Após um longo período de pesquisa, foi descoberto que lubrificantes sintéticos possuíam um menor inflamabilidade, o que o tornava mais seguro para uso, e principalmente que ele poderia ser fabricado em laboratório, o que significa que todos os componentes ruins do petróleo podem ser retirados, resultando assim, em um maior controle do comportamento e capacidade desse lubrificante.

Referências Bibliográficas

TUTELA Lubrificante SA. Lubrificantes & Lubrificação. Belo Horizonte: Policrom Pre-Press Graf.
e Ed., 1994. 123 p

LUBROTEC Química LTDA. Lubrificantes & Lubrificação. Retirado de:

NORTON, R. L. Projeto de Máquinas: Uma Abordagem Integrada. 2.ed. Porto Alegre: Bookmann, 2004. 931 p.

SHIGLEY, J. E.; MISCHKE, C. R.; BUDYNAS, R. G. Projeto de Engenharia Mecânica. 7.ed. Porto
Alegre: Bookman, 2005. 960 p.

Rafael Penna
Aluno de Engenharia Mecânica UFSM